segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Mensagem de Yuri


Date:1st November 2009


Location:15 04.8 N, 57 35.0E

Message:Blog from Yuri Sanada (Film maker & core crew)


We are sailing for a week now, still trying to get as far east as possible, before we turn and head south. The reason is obvious if you are following our voyage around Africa, to avoid the dangerous waters around Somalia, presumably infested with pirates. Unfortunately, we are not making as much progress as we planned in the beginning. So we are taking our time, and enjoying the simple but meaningful pleasures this water world can offer to us.

First of all, we have freedom. Not the same kind of freedom you have back home of course. Our world now is limited by the area of the ship, but even with a crew of 11, everybody seems to find his own private corner when comes the need to be alone. Our freedom here is more like no appointments, no need to go to the grocery store, no phone calls, no salesman at the door (however we did encounter a medium size shark the other night), and no schedules outside our environment.

We do have obligations, but they come naturally, like keeping the boat afloat and moving towards our destination. For that, we are divided in two groups, 5 people each, and the captain, Philip, showing up every time he is needed. Our watches are 4 hours during the day, and 6 hours at night, so everybody can get a longer sleep time.

While this Phoenicia Expedition is voyage of discovery, trying to prove that the Phoenicians had technology and skills to sail around Africa, it is also a voyage of self discovery, as we are exposed to different cultures aboard.
Our group in this leg is composed of five sailors from the Royal Omani Navy, three Indonesians, and three westerners, from England, Sweden and Brazil.

The food varies each time there is a different nationality cooking, and you can, sometimes, really taste how "hot" the difference may be. Water is a major issue for us now. We are carrying three thousand litres, but we didn't calculate the need of eight Muslim crew members to wash with fresh water five times a day, before they put their rugs towards Mecca to pray. They could use up to 1/3 of our total supply just to fulfil their religious obligation. So, as good comrades, we all are adapting to this new situation, and agreed to save more water, maybe by using more seawater for cooking and washing.

The differences fall apart when we have to work together to achieve a common goal, like raising the main sail, that weights over a ton, and when we change watches, and everybody has a meal together. So we go, sailing along, being creative in the kitchen, pumping water from our bilge, adjusting the sails, and looking out trying to decide if that dot on the horizon is a star, a friendly cargo ship, or maybe a pirate vessel waiting for us.

Talking about that, it's funny the way the cargo ships seem to accelerate when they see us. I don't blame them, for a replica of a 2500 Phoenician Ship must look like a pirate ship to them.

We continue on this long leg towards Tanzania, playing pirates, and praying not to meet the real ones. Yo ho ho, a pirates life for me.






domingo, 1 de novembro de 2009

APREENSÕES


Razões de cuidado

Sem comunicação com o barco, acompanhando-o apenas pelo GPS, as apreensões das equipes de terra, de expedição e filmagem, no Rio de Janeiro, em São Paulo e Londres, não são infundadas.

Nos últimos dias, o ataque ao iate do casal britânico Paul e Rachel Chandler e seu seqüestro por piratas somalis, que pedem por eles um regate milionário ao governo inglês, ganharam as primeiras páginas dos jornais de todo o mundo, o maior tempo dos noticiários de TV e a ocupar centenas de páginas na internet.









Casal britânicosequestrado

Acima, o casal Paul e Rachel Chandler, capturado há 5 dias pelos somalis


É hoje o quinto dia do seqüestro. E, embora o PHOENICIA não carregue valores em dinheiro, a divulgação mundial da expedição, uma tripulação internacional, oriunda de diferentes países, a bandeira inglesa e os equipamentos de navegação e filmagem , podem atrair os piratas.

De olho na internet e nos noticiários de TV:


Manchetes dos noticiários dias 29, 30 e 31 de outubro


















































Leia a notícia
Yahoo Notícias
Os navios ocidentais estão saqueando os recursos naturais da Somália, disse hoje Ahmed Gadaf, que diz ser o porta-voz dos piratas somalis, que sequestraram um casal de britânicos há uma semana. "As forças do Ocidente continuam a saquear nossos recursos naturais, ameaçar nossos pescadores, destruindo as redes de pesca, por isso, queremos que eles saibam as consequências (destes atos)", disse ele, por telefone, da cidade costeira de Haradhere.
Os britânicos Paul e Rachel Chandler foram sequestrados no dia 23 de outubro, em seu barco, quando navegavam para a Tanzânia. O iate do casal foi encontrado pela marinha britânica na última quinta-feira. Os piratas somalis pedem resgate de US$ 7 milhões para liberar o casal. Gadaf disse ainda que o grupo que mantém os reféns não é de piratas, mas sim "guardas voluntários" das águas da Somália. A pesca ilegal na costa da Somália é fonte de forte tensão.
O primeiro-ministro do governo de transição do país, Omar Abdirashid Ali Sharmarke, afirmou, na quarta-feira passada, que muitos piratas são ex-pescadores "respondendo às perdas e a falta de esperança em suas vidas". Segundo ele, muitos destes homens foram prósperos pescadores e voltariam a ser se tivessem uma chance. "Eu não vou citar nomes, mas muitos países estão pescando de forma ilegal em nossas águas. Estimamos perdas de centenas de milhares de dólares".
Sharmarke disse ainda que é inaceitável que estes países fechem os olhos para esta situação. "Especialmente quando este roubo empurra o povo somali para a pobreza e a pirataria", afirmou.
Estadão.com.br
30 de outubro de 2009
Coluna Geral

LONDRES - Piratas somalis pediram resgate de sete milhões de dólares para libertar um casal britânico sequestrado no oceano Índico, de acordo com uma ligação telefônica exibida pela BBC nesta sexta-feira de um homem que se diz membro da gangue. Homens armados capturaram Paul e Rachel Chandler, ambos com cerca de 50 anos, na sexta-feira passada enquanto navegavam em águas internacionais ao norte das ilhas Seicheles e os levaram para a costa da Somália. "Nós apenas precisamos de uma pequena quantia de sete milhões de dólares", revelou a BBC citando o homem não identificado.
"Se eles não nos ferirem, nós não iremos feri-los." Em um telefonema a seu irmão Stephen Collett, Rachel Chandler disse que eles estavam lidando com a pressão e que os sequestradores lhes haviam dado comida e água. "Por favor, não se preocupe conosco, estamos administrando (a pressão)", ela disse, de acordo com uma gravação da conversa exibida pelo canal ITV News. Um pirata chamado Hassan disse à Reuters por telefone no início desta semana desde a cidade costeira de Haradheere que a gangue estava abrigando o casal em um navio também sequestrado de Cingapura.
(Reportagem de Peter Griffiths)



sábado, 31 de outubro de 2009

MEMÓRIA DE IMPRENSA


Artigo publicado no site Veleiros do Sul
http://www.veleirosdosul.com/

Nota deste blog: O texto desta reportagem contém dados importantes para a construção desta história que se começa a montar.

02 de janeiro de 2009

Expedição de barco fenício tem brasileiro à bordo

A expedição que está reescrevendo os livros de história leva à bordo o navegador e cineasta brasileiro: Yuri Sanada, da produtora AVENTURAcomBR. Ele embarcará no dia 2 de janeiro no Iêmen. O barco ficou retido dois meses e meio no Sudão e agora retoma a viagem.Saiba o que é a Expedição Phoenicia .Um navio construído segundo desenhos de tumbas antigas de três mil anos atrás, baseado em um naufrágio milenar descoberto entre o Líbano e Israel, enfrentando perigos como os piratas da Somália, tempestades em alto-mar, ondas de 20 metros de altura, águas onde habitam tubarões brancos, além dos desconfortos de um barco projetado milênios atrás, sem motor.

Todo este esforço e sacrifício para provar que muito antes dos grandes navegadores portugueses, os fenícios, inventores do alfabeto e do cristal, eram os verdadeiros senhores dos mares. Esta expedição arqueológica organizada por equipe inglesa mudará a forma como se conta a história da humanidade, e o barco será exposto no Museu Britânico, em Londres, em 2009/2010.


A Expedição científica

A expedição Phoenicia está em andamento desde 23 de agosto de 2008. O objetivo do projeto, elaborado pelo explorador inglês Phillip Beale, é provar que os fenícios, os maiores navegadores da antiguidade, tinham a habilidade de circunavegar a África, como relatado pelo historiador grego Heródoto.

Assim, a viagem começou na Síria e vai terminar no mesmo lugar, e depois o barco segue para Inglaterra, onde será a atração de uma exposição especial sobre os fenícios no Museu Britânico.A embarcação, uma réplica idêntica de barco fenício de 600 AC construído na Síria, está neste momento no porto do Sudão. Nesta primeira parte do trajeto o barco teve o leme quebrado, e fez uma parada de emergência no porto de Berenice no Egito. Isto evidência as características cientificas do projeto, pois o desenho do barco é baseado em esquemas obtidos através dos milênios, em gravuras encontradas em paredes e pedras e em pedaços de naufrágios. A maior contribuição veio do achado do Dr. Robert Ballard, o explorador residente da National Geographic Society, o mesmo que descobriu o Titanic.

Em 1999 o Dr. Ballard encontrou há 500 metros de profundidade dois navios fenícios carregando 10 toneladas de vinho cada um, naufragados 2700 anos atrás. O site da expedição é http://www.phoenicia.org.uk/, e tem link para satélite da posição do barco. A partir de novembro o progresso da expedição também poderá ser acompanhado pelo site http://www.aventura.com.br/.


Participação brasileira

A tripulação do Phoenicia é formada por ingleses, mas os produtores culturais brasileiros Vera e Yuri Sanada foram convidados a participar da expedição, por serem navegadores e pesquisadores das navegações fenícias. Eles lançaram em 2001 o livro “Braazi - A Odisséia da Frota Fenícia do Rei Salomão à Lendária Terra de Braazi, 3.000 Anos Atrás.”, pela editora Ediouro, sobre a lenda da visita dos fenícios ao Brasil, uma possibilidade que pretendem investigar mais profundamente em alguns anos.

O casal Sanada já esteve envolvido diretamente em outros projetos culturais e históricos, e expedições de aventura importantes para o Brasil. Como a Viagem Comemorativa Brasil 500 Anos, cooperando na coordenação e comunicação da frota de 39 veleiros que veio de Lisboa ao Rio de Janeiro, em 2000.

E na expedição Braazi 800 AC, viajando pelo interior de São Paula ao Amazonas, em busca de evidências e lendas da presença Fenícia pelo Brasil. Com milhares de milhas navegadas, tendo morado a bordo de veleiro oceânico por mais de uma década, o casal mantém desde 1995 a produtora AVENTURAcomBR, tendo lançado produtos em diversos formatos.

Festivais de cinema: FATU - Festival Brasileiro de Filmes de Aventura e Turismo (desde 2004),
NIPO CINE BRASIL - Festival de Cinema Brasileiro no Japão (desde 2006)
e Mostra de Cinema Paulistano em Tóquio (2008);

Documentários:
Mundo Nikkei – Os Brasileiros do Outro Lado do Mundo,
Soltando as Amarras,
Braazi 800 a.C.
Brasil Via Atlântico, das séries para TV Rede de Aventuras (canal de São Paulo – TVA) e Nautimania (NET - Angra dos Reis);
livros: Vídeo Digital (AxcelBooks),
Como Viver a Bordo,
De Carona Com o Vento (LPM),
Histórias e Lendas do Descobrimento (Ediouro, premiado pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil),
do romance histórico Braazi (Ediouro, lançado com apoio da UNESCO) e do Sucesso nas Aventuras e nos Negócios (Termo Aventura);

internet:
o primeiro site de aventuras do Brasil, em http://www.aventura.com.br/.


Os fenícios- inventores da Globalização

Os fenícios são os heróis desconhecidos da antiguidade, e mesmo sem sabermos estão presentes em nossa vida diária. Entre suas contribuições estão à invenção do sistema do alfabeto que nós usamos, os pergaminhos onde foi escrita a bíblia veio da cidade fenícia de Biblos, a descoberta da Estrela Polar, e os princípios básicos do comércio exterior e da globalização.O livro “Braazi - A odisséia da frota fenícia do rei Salomão a lendária Terra de Braazi, 3.000 anos atrás.”, de Vera e Yuri Sanada, é um romance de ficção sobre a expedição dos Fenícios para a terra de Ofir, como relatado na Bíblia e em diversos outros documentos históricos. Esta viagem foi paga pelo rei judeu Salomão, para obter os materiais preciosos e madeiras para a construção do Templo de Jerusalém.

Ao longo do livro, os fenícios enfrentam seus inimigos mortais, os gregos, e chegam à costa do Brasil onde tem encontro com os nativos. Um relato de uma das maiores aventuras da antiguidade, que pode mesmo ter acontecido. Além do romance, o livro traz uma segunda parte apresentando os documentos que corroboram para esta teoria das visitações fenícias milhares de anos antes de Pedro Álvares Cabral.


Extraído do livro Braazi:
Quem foram os fenícios?

O povo protagonista deste livro existiu de fato, e viveu entre os anos 1200a.C. e 332a.C, na região onde hoje se encontra o Líbano, mas tiveram colônias por todo Mediterrâneo, na costa africana, e possivelmente mais além. Eram chamados de sedônios, ou canaanitas, que em hebraico significa mercadores, mas quando os gregos os encontraram passaram a chamá-los fenícios, ou phoenikes, que significa vermelho ou púrpura, devido ao rico comércio que faziam de tecidos tingidos com esta cor. Mais tarde os romanos transcreveram o grego phoinix para poenus, e os fenícios da colônia de Cartago foram chamados de púnicos.

Como na Fenícia nada havia a não ser madeira e mar, eles construíram barcos e neles viajaram. Por serem instaladas em regiões de passagem, suas cidades como Tiro, Sidon e Biblos, eram organizadas em cidades-estado independentes, sem um reino central.Embora pouco conhecidos fora dos meios acadêmicos, suas contribuições para a humanidade foram notáveis. As civilizações daquela época registravam sua história usando complicados símbolos, como os hieróglifos egípcios, mas os fenícios, desejosos de abrirem contato comercial com o mundo conhecido e além, logo perceberam que seria impossível ensinar milhares de caracteres a povos estrangeiros.

Assim eles desenvolveram o conjunto de cerca de vinte e quatro símbolos, que viria a ser adotado por todo o mundo ocidental e que ficou conhecido como alfabeto fonético, em homenagem a eles. Por isto eles podem ter sido os verdadeiros inventores do conceito da Globalização. Comerciando eles fundaram diversas colônias pelo Mar Mediterrâneo, e desceram à costa africana.

Também foram responsáveis por outros inventos ou aperfeiçoamentos, como o cristal, e a polinização de idéias entre os povos que visitavam. Hábeis artesões, eles dominavam a técnica de fazer o bronze, uma liga obtida com a mistura do cobre e do estanho, e contribuíram para o período da história que ficou conhecido com Idade do Bronze. Sua religião era complexa, e eles veneravam inúmeros deuses, alguns bons, outros maléficos.Embora tenham sido os inventores do alfabeto, muito pouco de seus escritos foram deixados, por terem sido feitos em pergaminhos de fibras vegetais, que desapareceram com o tempo. Suas tradições chegaram até nós através de seus inimigos, como os gregos e romanos.

A maior façanha de navegação registrada foi contada por um historiador grego famoso, Heródoto, que no século cinco a.C. escreveu sobre uma viagem encomendada pelo Faraó do Egito Necho II. Os fenícios contratados saíram de sua terra e navegarem para o sul, pelo Mar Vermelho, contornaram a África, e voltaram pelo Mar Mediterrâneo, num período de três anos.

Por ser esta viagem de longa duração, eles teriam parado a cada outono, semeado a terra, esperado pela colheita, e só depois de reabastecidos, prosseguiam viagem. O historiador grego acabou sua narrativa desacreditando este feito, por um só motivo: os fenícios disseram que quando navegavam no sul da África, do leste para o oeste, o sol estava à sua direita. Somente muitos séculos mais tarde, quando os portugueses cruzaram a linha do equador, tal afirmação pode ser comprovada. As cidades-estado foram dominadas em 724 a.C. pelos Assírios, e depois por Nabucodonozor por volta de 572 a.C.

A cidade de Tiro só foi conquistada por Alexandre o Grande, em 332 a.C., marcando o fim desta civilização. As colônias distantes como Cartago resistiram até 146 a.C., quando os romanos os conquistaram nas guerras púnicas.Mas muito antes disto eles podem ter vindo ao Brasil, como descrita pelo historiador Diodoro da Sicília, que falou de uma expedição que saiu da região da África próxima a Dacar, e seguiu para sudoeste até chegar à terra desconhecida além-mar, que pela descrição só podia ter sido o Brasil.

VELEIROS DO SUL.COM
Veja a reportagem inteira, com fotos, em:
http://www.vds.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=2222&Itemid=27




NOVAS MENSAGENS



SÁBADO, 31 DE OUTUBRO
Mensagens de Vera Sanada e Alice

Vera
Estou encaminhando o email da Alice, que é a produtora do Phoenicia na Inglaterra.
Você viu na Globo News a respeito do casal de ingleses que os somálios capturaram?
Estão pedindo resgate ao governo britânica.

Alice

( use o recurso de tradução automática para ler em português - direita, alto)

Hope you are well and not missing Yuri too much. Just to let you know Philip has emailed saying everyone is doing well and they are making steady progress. They are taking an easterly course to try to avoid the dangerous areas and we are in contact with the coalition forces and security advisors about the passage plan and information on piracy attacks that are taking place near Somalia.

Philip said all the crew are getting on well. Please note you can see the ships position live (updated every 4 hours) on our satellite tracker see http://live.adventuretracking.com/phoenicia. Keep your eye on the website as I update the blogs as they come through every couple of days.

Please can you confirm why you require my mobile number?
Did Yuri send you some pictures of the new crew arriving from Omani Royal Navy? Please can you email them to me.

Kind regards

Alice

sábado, 24 de outubro de 2009

COMEÇA A SEGUNDA FASE

SEXTA-FEIRA, 30 DE OUTUBRO

Mensagem Vera Sanada


Sobre nossos navegadores, não tenho mais recebido os emails do SPOT, talvez em função da posição deles não tenha como pegar o sinal. Vamos aguardar.

Eles já chegaram a longitude 57 graus, estão navegando bem, imagino que tenha bons ventos, pois o barco é pesado, não acredito que estejam usando os remos, pois a tripulação é de 11 homens e para remar seria necessário pelo menos 20.
Esse é o sexto dia deles no mar, e vizualizando o "tracking" do barco estão andando bem. Que continuem com bons ventos!

A posição dos expedicionários do mar nessa manhã:
30 Oct 09:000
15° 43.299N
057° 14.203E



QUARTA-FEIRA, 28 DE OUTUBRO- Posições

Mensagem de Vera Sanada

Veja as matérias sobre os piratas da Somália: http://www.afromix.org/html/actualite/pays/somalie/index.pt.html

Nossos navegadores históricos, terão que passar por lá.
Se você entrar no link de navegação do Phoenicia poderá ver que estão abrindo bem, isso quer dizer se afastando para a longitude de 60 a 65 graus, pois dizem que os piratas atacam nas longitutes de 45 a 50 graus.

Abaixo as últimas posições do Yuri enviadas pelo SPOT:

Latitude:16.60163 Longitude:56.40233 Localização GPS Latitude

Data/Tempo:10/28/2009 12:30:13 BRT Latitude:16.77412 Longitude:56.22496 Localização GPS Latitude Data/Tempo:10/28/2009 02:47:33 BRT


E as últimas posições do barco Phoenicia:

29 Oct 01:00
016° 16.264N
056° 26.990E


29 Oct 05:00
016° 09.226N
056° 31.222E


29 Oct 09:00
016° 08.915N
056° 36.683E

SEGUNDA-FEIRA, 26 DE OUTUBRO - Primeiras imagens a caminho
Email de Vera Sanada

Bom dia parceiras...
Yuri colocou um HD no Sedex em Salalah, deve chegar essa semana, entre terça e quarta-feira. Vocês irão receber n o escritório.
Quando tivermos contato com ele mandamos os dois HDs de volta, pois irá precisar.



DOMINGO, 25 DE OUTUBRO DE 2009 - Zarpando
12,15 h. horário de Brasília, Brasil.

O telefone chama.
O PHOENICIA acaba de zarpar de Salalah.
Começa a segunda fase. Nas próximas 4 ou cinco semanas teremos poucas notícias de Yuri.





Pronto para zarpar

No porto de Salalah, em Oman, o phoenicia faz os últimos preparativos para longa viagem

Ancorado, no porto de Salalah

A limpeza do casco, antes da partida


O abastecimento do PHOENICIA

Outros barcos no porto de Salalah. São embarcações tradicionais, de madeira




sexta-feira, 23 de outubro de 2009

SEGUNDA COMUNICAÇÃO DE YURI SANADA

E primeiras fotos enviadas

23 de outubro de 2009

Oi, pessoal,

Hoje é sexta, ou domingo para os árabes, então fomos a tarde para o museu de Salalah, maravilhoso, não pode filmar mas comprei o livro.

O cara que montou o museu que tem ala com história dos barcos árabes, vem amanhã para o barco nos visitar.

Os 5 omanis que irão navegar conosco, da marinha deles, serão tripulantes do Jewel of Muscat, barco histórico que o Nick Swallow, parceiro do PHOENICIA, está gerenciando.

Eles vão navegar de Oman para Singapura, para dar o barco de presente para o povo de lá, que vai colocar em museu cheio de tesouros achados em naufrágio semelhante.

Tem um site deles, vale matéria: Jewel of Muscat.

Tô tentando por Materio no ar, mas nã esta dando, não sei se porque estou no Apple.

Assime mando as fotos por aqui .

Só falar que eu e Aziz e Nicholas da Suécia, tripulantes, saimos para dar uma caminhada pelo deserto acompanhando a costa de Salalah.

Encontramos um sapinho lá no alto, seco, uma múmia de sapo aliás.

A costa é linda, mas muito quente, e areia por todo lado.

Amanhã teremos dia cheio, pois queremos zarpar domingo.

Logo cedo colocaremos o PHOENICIA no pier, para receber água e víveres, e visitantes, além dos omanis.

Eu vou dirigir o carro que alugamos e fazer as compras, além de filmar a cidade.

A idéia é sair domingo á tarde, vamos ver se dá.

Ontem um navio foi pego pelos piratas perto de Seicheles, o que para nós é bom, pois são menos piratas na área. Tem 30 navios de guerra patrulhando, além de avião robô espião americano.

Iremos ficar entre latitude 60 e 65, sendo que ataques só vão a 45 até agora.

Devemos estar bem seguros, além do quê, eles querem navios com cargas valiosas. Assim não estamos muito preocupados.

Um abraço

Yuri




Imagens de Salalah













quarta-feira, 21 de outubro de 2009

YURI SANADA, A CAMINHO DO MAR


Primeira comunicação de Yuri Sanada, a caminho do embarque do PHOENICIA, para a segunda fase da viagem

Muscat, 18 de outubro de 2009

Olá pessoal,

Boa noite a todos, ou melhor, salam malecum.

Já estou em Muscat, Oman, chegando sem incidentes, ou quase. Apesar de carta do Ministério da Informação e da Polícia Real de Oman, quase tive que deixar depósito no valor dos equipamentos na alfândega. Mas depois de explicar a mesma história 7 vezes, me liberaram com boas vindas ao pais.

Comecei a gravar as primeiras cenas neste pais, e de cara se percebe que, embora a geografia e o calor insuportável sejam semelhantes, em termos economicos eles sao bem mais evoluidos que os irmaos do Iêmen.

Mas a mentalidade do povo é a mesma, acredito que pelos ensinamentos do islamismo que limitam a evolução pessoal pois tudo que vai acontecer ja está escrito, e se você não se mexer ou se algo der errado, insha'la, foi vontade de Alah.

Isto faz com que os povos árabes tenham um desenvolvimento uniforme, embora aqui, como disse, os prédios são imponentes e os carros e roupas são novos.

Amanha cedinho, 6h00, vou de ônibus para Salalah, esperamos captar algumas cenas do country side ao longo das 12 horas.

A partida daqui ficou para o dia 25, pois o capitão Philip está se recuperando de inflamação no sangue e pedras na visícula. Segundo o médico foi resultado de emagrecimento muito rápido na viagem, algo que estou sinceramente esperando que aconteçaa comigo. O emagrecimento rapido, nao a inflamação nem as pedras.

Duas coisas interessantes na viagem, a primeira é que tive que arrumar as malas correndo no aeroporto de Londres e sem querer um canivete suico veio comigo na cabine, passando pela seguranca de Heathrow, Bahraim e Muscat se descobrirem. A outra é que viajei do lado de um capitão do exército americano voltando a sua base no Kuwait, que passou por todas as guerras no deserto. No final ele disse que coragem era navegar no Phoenicia, guerrear no deserto era mais seguro...risos.

Assim que chegar ao barco envio uma fotos das imagens e um cronograma do que faremos aqui, para mantê-los informados.

Abracos a todos,

Yuri Sanada é diretor, fotógrafo e produtor de Phoenicia, o Filme , além de segundo homem do barco.


UM NAVIO FENÍCIO EM CONSTRUÇÃO

O PHOENICIA foi constuído na Síria,em 2007, por orientação de Filip Beale, Capitão da expedição e seu principal mentor. A construção consumiu 9 meses.

Acima, PHOENICIA boat

O PHOENICIA é uma réplica de barco fenício datado de 600 anos antes de Cristo, conforme vestígios encontrados em tumbas e naufrágios.
O mais importante naufrágio fenício foi encontrado em 1998, pela Odissey Marine Exploration - uma empresa especializada e tecnológicamente equipada para explorações no fundo do mar. O navio naufragado recebeu de seus descobridores o nome de Melkarth - em honra do principal deus fenício de mesmo nome, e equivalente ao deus grego Hércules.
Melkarth ( foto abaixo) é um dos naufrágios mais famosos do mundo.



MELKARTH - Antiga embarcação fenícia repleta de vasos de cerâmica, ânforas e jarros datados entre os séculos III e V d.C. Está a quase 1 000 m de profundidade na região oeste do mar Mediterrâneo. Seu valor é mais científico que financeiro. Sabe-se da história dessa civilização que dominou o comércio e a navegação, mas muito pouco de sua cultura.

Mapa da área habitada pelos fenícios


Rede comercial dos fenícios

Mapa do site oficial da PHOENICIA Expedition http://www.phoenicia.org.uk/


Especificações do barco


A Phoenicia Ship Expedition terá por missão refazer a rota dos fenícios em circunavegação da África, no século 6 antes de Cristo, conforme relato do historiador grego Horódoto, que viveu no século 5 a.C. Segundo ele, os fenícios teriam realizado essa grande conquista um século antes dele, Heródoto escrever seu livro História.


PHOENICIA EXPEDITION NO YOUTUBE


Postado por




Parte 1: A construção do barco



AO MAR !

Primeira fase da viagem

Primeira 'perna'

Síria, agosto de 2008 - Iêmen, janeiro de 2009

Veja rota da primeira fase em box à direita da página






Você pode ver mais sobre esa fase da expedição em www.aventura.com

PHOENICIA EXPEDITION NO YOUTUBE

Postados por





















Parte 2 - Terminando o navio e testando-o no mar









Parte 3 - A cerimônia de lançamento












Parte 4 - Rumo a Port Said








Inserir resumos dos vídeos em português





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